sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Resistindo até ao sangue


Em Mateus 5:48 lemos: "Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos Céus". Deus nos capacita a obedecer Seus mandamentos, e eu gostaria de dizer-lhes hoje que esse verso são boas-novas. Não porque Jesus não queira dizer realmente o que Ele disse ou porque Seu sangue nos cobre enquanto nos atolamos em nossos pecados. São boas-novas porque Deus está nos oferecendo, pelo poder do sangue de Jesus e pela presença do Espírito Santo em nós, libertação do pecado. Ele está nos chamando para fora das trevas para a Sua maravilhosa luz. Para que esse assunto não encha ninguém de terror. 

Permita-me primeiro relembrá-lo do infinito preço que Cristo pagou para adquirir a salvação para toda e qualquer pessoa no planeta Terra. Ele não deseja que ninguém pereça, e tem uma paciência insondável para com humanos rebeldes. Leia novamente o relato da morte e ressurreição de Cristo, guarde no coração a verdade de que Seu sacrifício foi por você, e certifique-se de que Ele proveu os meios para que você obtenha a perfeição de caráter. Se fosse para confiar somente em nossos próprios esforços para tentar seguir o exemplo de Cristo, nosso objetivo estaria desesperadamente fora de alcance, mas Cristo tem nos provido com a purificação do pecado, a graça para vencer o pecado e o Espírito Santo para nos guiar.

Temos ouvido tanta retórica anti-perfeição que alguns podem estar se perguntando se realmente estou escrevendo sobre perfeição de verdade. Quando digo "perfeição" aqui, eu quero dizer nada menos que a perfeição demonstrada na vida de Jesus Cristo.

Em Apocalipse 3:15-19, Jesus diz à nossa igreja:
"Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da Minha boca. Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu; 
Aconselho-te que de Mim compres ouro provado no fogo [o sofrimento é uma ferramenta muito efetiva para nos trazer de volta a Deus, se deixarmos], para que te enriqueças; e roupas brancas [a justiça de Cristo], para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio [precisamos da ajuda do Espírito Santo para discernir a verdade espiritual], para que vejas. Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te".
Arrependimento é a chave para vencer o pecado -- a mensagem de João Batista, e a mensagem que deveríamos estar proclamando ao mundo, é: "Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos Céus" (Mateus 3:2).

Paulo, em sua carta aos Hebreus, explica exatamente qual é a aparência do arrependimento e como ele pode ser alcançado:

"Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus. Considerai, pois, aquele que suportou tais contradições dos pecadores contra si mesmo, para que não enfraqueçais, desfalecendo em vossos ânimos. Ainda não resististes até ao sangue, combatendo contra o pecado. E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, e não desmaies quando por Ele fores repreendido; porque o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho. Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos, e não filhos. Além do que, tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e nós os reverenciamos; não nos sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos, para vivermos? Porque aqueles, na verdade, por um pouco de tempo, nos corrigiam como bem lhes parecia; mas este, para nosso proveito, para sermos participantes da Sua santidade. E, na verdade, toda a correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela. Portanto, tornai a levantar as mãos cansadas, e os joelhos desconjuntados, e fazei veredas direitas para os vossos pés, para que o que manqueja não se desvie inteiramente, antes seja sarado. Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor; tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem. E ninguém seja devasso, ou profano, como Esaú, que por uma refeição vendeu o seu direito de primogenitura" (Hebreus 12:1-19).

Ellen White diz o seguinte a respeito do desenvolvimento de caráter:
"Ninguém diga: Não posso remediar meus defeitos de caráter. Se chegardes a esta decisão, certamente deixareis de alcançar a vida eterna. A impossibilidade está em nossa própria vontade. Se não quiserdes não vencereis. A dificuldade real vem da corrupção de um coração não santificado, e do desejo de não se submeter à direção de Deus" (Mensagens aos Jovens, p. 99).
"Talvez nos lisonjeemos de estar isentos de muitas coisas de que outros são culpados; mas se temos alguns pontos fortes no caráter, e apenas um ponto fraco, existe ainda comunhão entre o pecado e a alma. O coração está dividido em seu serviço, e diz: 'Um pouco do eu e um pouco de Ti'. O filho de Deus deve esquadrinhar o pecado que tem acariciado e com que tem condescendido, e deixar que Deus lho extirpe do coração. Precisa vencer aquele único pecado; pois isto não é sem importância aos olhos de Deus" (Mensagens aos Jovens, p. 91).
Há muitas e ricas recompensas por seguir o conselho dado por esses servos de Deus e pelo próprio Jesus. A maior está ainda no futuro, claro -- "As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam" (1 Coríntios 2:9). Aqui e agora, é-nos prometido os frutos do Espírito e a proteção e guia divinas. É-nos prometido que Deus suprirá nossas necessidades, e que Seu plano para as nossas vidas é perfeito.

Um engano disseminado é que o pecado é divertido, e que Deus, ao proibi-lo, nos condena a uma vida piedosa de constante tédio. Não vou argumentar que o pecado não seja divertido, mas direi que Deus tem um plano melhor, e que leva à vida eterna, alegria e honra em vez de morte e desprezo.

A melhor notícia é esta: "'Quando já o fruto se mostra, mete-lhe logo a foice, porque está chegada a ceifa.' Mar. 4:29. Cristo aguarda com fremente desejo a manifestação de Si mesmo em Sua igreja. Quando o caráter de Cristo se reproduzir perfeitamente em Seu povo, então virá para reclamá-los como Seus" (Parábolas de Jesus, p. 69). 

Não posso pensar em maior milagre do que a reprodução do caráter perfeito de Cristo em nossas mentes degeneradas, destruídas pela degradação acumulada de milhares de anos de pecado.

Temos perdido em grande parte de vista o Dia da Expiação, embora estejamos nele. É tempo de estudá-lo novamente, como Ellen White nos admoestou a fazer, e de abandonar o pecado na preparação para o grande dia do Senhor. O Espírito Santo um dia cairá sobre a igreja e aqueles que se prontificaram receberão a chuva serôdia com alegria, enquanto aqueles que violam consistentemente a voz do Espírito Santo ao desculpar ou minimizar seus pecados serão sacudidos para fora da igreja.

Pela graça de Jesus, perfeição não é um objetivo impossível. É o objetivo pelo qual precisamos lutar. Precisamos ter fome e sede de justiça. Criar justificativas para não seguir o exemplo perfeito de Cristo amortecerá nossa consciência e nos levará ao sofrimento e à eventual destruição. Não podemos andar com Deus como Enoque andou a não ser que resistamos "até ao sangue, combatendo contra o pecado" (Hebreus 12:4).

Por Monte Fleming

Fonte: http://advindicate.com/articles/3246

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Pão e bolo 100% integrais de máquina

Nunca me interessei por adquirir uma panificadora automática (máquina de fazer pão), porque sempre ouvi dizer que não dava certo fazer pão 100% integral nela. Recentemente, porém, uma amiga deu a dica de uma receita de pão 100% integral que dá super certo nesse tipo de máquina. Ainda em dúvida, peguei emprestada uma máquina para testar... e deu certo mesmo. Um pão fofinho e macio! Agora é pão de máquina toda semana aqui em casa. Que "mão na roda" para nós mães e donas de casa! Comecei até mesmo a me aventurar com outras receitas, e não é que deu até para fazer bolo 100% integral! Que maravilha!

Para o pão e o bolo ficarem bonitos e não murcharem, é preciso tomar alguns cuidados. Eu já peguei os macetes da minha máquina (Mondial):

1. O ciclo que mais funciona para essas receitas em minha máquina é o ciclo "doces", pois a massa não bate duas vezes como nos outros ciclos.

2. Não é possível deixar o ciclo completar. Preciso interromper o processo e colocar para assar antes do tempo previsto, caso contrário o pão/bolo murcha. No ciclo doces, quando o visor marca 2:00, a máquina é acionada para retirar o ar da massa e o pão, que já está crescido, murcha. Espero o pão crescer novamente, cerca de 10 minutos, interrompo o ciclo e aciono o ciclo para assar. Se deixar o ciclo "doce" seguir normalmente ou colocar para assar antes de a máquina retirar o ar da massa, o pão murcha na hora de assar.

3. Se você não se importar que o pão murche, deixe o ciclo completar. Embora não fique bonito, ficará igualmente bem assado e macio (eu já fiz o teste!).

Segue a receita do pão já na ordem a ser colocada na máquina:
  1. 400 ml de água fria ou morna
  2. 1/3 de xícara de óleo ou azeite
  3. 1 colher de sopa rasa de sal
  4. 600 gramas de farinha de trigo integral
  5. 2 colheres de sopa rasa de fermento biológico seco ou 1 pacote de 10 gramas
Essa receita de pão foi inspirada nesta receita aqui.

Para o bolo, a receita é semelhante (já na ordem a ser colocada na máquina):
  1. 400 ml de água fria ou morna
  2. 1/3 de xícara de óleo ou azeite
  3. 1 xícara de mel
  4. 1 pitada de sal
  5. 600 gramas de farinha de trigo integral
  6. 1 colher de sopa de alfarroba (opcional)
  7. 2 colheres de sopa rasa de fermento biológico seco (dê preferência o especial para massas doces)
Esta receita de bolo foi inspirada nesta receita aqui.

Espero que essas dicas o ajude a economizar tempo na cozinha de forma saudável!

Por Karina Carnassale Deana - Saúde Total

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Perfeição agora?

Sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste. Mateus 5:48. 

Quando Deus deu Seu Filho ao mundo, tornou possível a homens e mulheres serem perfeitos mediante o uso de toda capacidade do seu ser para glória de Deus. Em Cristo deu-lhes as riquezas de Sua graça, e o conhecimento de Sua vontade. Ao esvaziarem-se do eu e aprenderem a andar em humildade, buscando orientação de Deus, os homens estariam capacitados a cumprir o elevado propósito de Deus para eles. — The Review and Herald, 22 de Abril de 1909.

A perfeição de caráter baseia-se no que Cristo é para nós. Se confiamos continuamente nos méritos de nosso Salvador, e andamos em Seus passos, seremos semelhantes a Ele, puros e incontaminados.

Nosso Salvador não requer impossibilidade de pessoa alguma. Ele não espera de Seus discípulos coisa alguma para cuja realização não esteja disposto a conceder-lhes graça e força. Não os chamaria a ser perfeitos, caso não dispusesse de toda perfeição e graça para conceder àqueles a quem conferisse tão alto e santo privilégio. ... 

Nossa obra é esforçar-nos para atingir, em nossa esfera, a perfeição que Cristo atingiu em todos os aspectos do caráter. Ele é nosso exemplo. Devemos esforçar-nos para honrar a Deus no caráter. ... Importa sermos de todo dependentes do poder que Ele nos prometeu. —Manuscrito 148, 1902.

Jesus não revelou qualidades, nem exerceu poderes que os homens não possam possuir mediante a fé nEle. Sua perfeita humanidade é a que todos os Seus seguidores podem possuir, se forem sujeitos a Deus como Ele o foi. — O Desejado de Todas as Nações, 664.

Nosso Salvador é um Salvador para o aperfeiçoamento do homem todo. Não é Deus em relação a parte de nosso ser, apenas. A graça de Cristo atua no sentido de disciplinar o ser humano todo, Ele fez todos. A todos remiu Ele. Tornou a mente, a força, o corpo, assim como o espírito, participantes da natureza divina, e todos são Sua possessão adquirida. Deve Ele ser servido com toda a mente, coração, intelecto e força. Então será o Senhor glorificado nos Seus santos, mesmo nas coisas comuns e temporais, com as quais se acham relacionados. “Santidade ao Senhor” será a inscrição colocada sobre eles. — The Youth’s Instructor, 14 de Abril de 1898.

Por Ellen G. White

Fonte: Meditação Matinal A Maravilhosa Graça de Deus, 10 de agosto de 1973.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Jesus e nossa festa de aniversário infantil


Em setembro de 2013, nossa amada filhinha completou dois anos. Alguns meses antes dessa data, ficamos em dúvida sobre o que fazer com relação à comemoração. A grande questão para nós não foi o tipo de comida ou decoração, mas como poderíamos agradar em todos os momentos nosso convidado de honra – Jesus. Afinal, foi Ele quem bondosamente nos presenteou com nossa linda filhinha e que condeceu-lhe vida, saúde, proteção e tantas outras bênçãos ao longo desse período! Ficamos também pensativos em como poderíamos ajudar nossa filha a compreender que devemos em tudo buscar render louvores a Deus – e não a nós mesmos!

Com isso no coração, começamos a tentar imaginar como seria uma festa organizada por Jesus. Que tipo de presente Ele pediria? Que tipo de comida ofereceria? Que tipo de música escolheria? Que tipo de atividades organizaria? Que tipo de ambiente proporcionaria aos convidados? Submetemos tudo isso a Deus e algumas respostas começaram a surgir em nossa mente. Cremos que ainda temos muito a aprender sobre essa questão, mas o que pudemos compreender até aqui compartilhamos com você através do relato da festa de aniversário de nossa filha:

Família Carnassale Deana
Presentes:
Ganhar presentes é bom! Quem não gosta de ganhar alguma coisa boa? Nossa filha já ganhou muitos presentes ao longo de sua pequena existência. Que privilégio! Graças a Deus, ela possui tudo o que precisa – e muito mais!
Assim, ficamos imaginando o que Jesus faria nesse caso. Que tipo de presentes O deixaria muito feliz? Sabe qual foi nossa conclusão? Presentes que não O beneficiassem, mas sim àqueles que realmente necessitam!

Com isso mente, já no convite comunicamos os convidados que trouxessem brinquedos, roupas ou livros em bom estado para serem doados à creche municipal. Nossa filha também contribuiu com alguns brinquedos e roupas. No dia, separamos um lugar especial para as doações – e que bênção, quanta coisa! Jesus tinha razão ao falar: “Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber” (Atos 20:35).

Local reservado para doações

Decoração:
Por mais que tentássemos imaginar, não conseguimos pensar em outra decoração mais bela e mais perfeita do que a que o próprio Jesus criou para nós: a natureza. Para nós, o cenário natural supera de longe qualquer outro tipo de ambiente artificial por mais requintado que seja.

A sombra dos pinheiros, as belas flores naturais, o canto dos pássaros, o gramado, o céu azul, a vista das montanhas e a brisa suave, aliados ao toque de bom gosto e criatividade da querida amiga Ligiane Faria, ofereceram a todos nós um ambiente gostoso e aprazível para comemorarmos essa data tão especial!





Quitutes:
Como é bom comer! Jesus dotou-nos desse prazer! Ao imaginar o cardápio da festa, lembramo-nos da mesa extensa que Ele prometeu preparar para todos aqueles que aceitarem o convite para um dia ceiar com Ele no lar celestial. Não nos foi revelado todos os itens que serão oferecidos nessa grandiosa ceia, mas certamente ela será composta por tudo aquilo que Ele mesmo criou para nós com tanto amor!

Tivemos a ideia de fazer a festa no horário do almoço. Gostamos muito dessa solução, porque além de comermos no horário correto, também tivemos a tarde toda para aproveitar a companhia dos queridos.

O menu do almoço foi bem prático:
  • Feijoada vegetariana (sem PVT ou enlatados) caprichosamente temperada pelo Nono Mauro
  • Arroz integral com pimentão vermelho e vagem
  • Salada de tomate e pepino
  • Farinha de milho temperada
  • Crackers integrais (receita aqui)
  • Maionese de manjericão (receita aqui)
  • Espetinho de frutas (receita aqui)
Menu do almoço

Espetinho de frutas

E para sobremesa...

Um verdadeiro festival de docinhos naturais adoçados com mel feitos com carinho pela amiga Teresa Gomes. Docinho de abacaxi com coco, docinho de tahine e tacinhas de manjar de coco com calda de goiaba. Hummmm!

Claro que não poderia faltar o bolo. A vovó Gabi ficou responsável pelos cupcakes e ficaram uma delícia! A receita base já compartilhamos aqui. A diferença é que desta vez a vovó Gabi dividiu a massa em forminhas de cupcake e criou dois sabores: banana passa com gotas de alfarroba e damasco. A criançada amou – e os adultos também! Os docinhos e os cupcakes sumiram! Louvado seja Jesus!


Docinhos naturais da amiga Teresa Gomes
decorados pela amiga Ligiane Faria.

Tacinhas de manjar de coco
com calda de goiaba

Cupcakes da vovó Gabi


Parabéns pra Jesus:
O motivo de toda a comemoração foi agradecer a Jesus por todo Seu cuidado e amor para com nossa família, em especial para com nossa filhinha. O tradicional “Parabéns pra Você” não parecia combinar bem com essa festa, afinal, nós apenas recebemos as bênçãos. Para nós, o parabenizado deveria ser Jesus – a autor de toda a nossa alegria. A amiga Lisany Contrera certamente foi inspirada ao compor a letra do “Parabéns pra Jesus”. Desde que ouvimos essa canção a adotamos para todos os aniversários da família. A melodia é a mesma do tradicional “Parabéns pra Você”, mas a letra... que diferença! Abaixo está a transcrição, mas se preferir, clique aqui para baixar o arquivo formatado para ser entregue aos convidados na hora de cantar.




Parabéns pra Jesus
Por Lisany Contrera

Parabéns pra Jesus
Nesta data querida
Que nos deu a (nome)
Pra alegrar nossa vida.

Com Jesus ao seu lado,
No eterno porvir,
Sua vida lhe seja,
Um eterno sorrir!


Atividades:
Que tipo de atividade você imagina que Jesus gostaria de participar em uma festa de aniversário? Depois de fazermos essa pergunta para o próprio Jesus em oração, tivemos estas ideias:

Hora de louvar a Jesus
Depois de comer, pais e filhos foram convidados para entoar louvores infantis a Deus. A vovó Gabi acompanhou no violão e a tia Mariana puxou os cânticos. Foram momentos muito alegres e gostosos. Todos participaram cantando e fazendo gestos. Cantamos várias canções conhecidas, como por dentro e fora, Cristo fez os peixes, pam-pam-pam, Deus faz crescer o capim, Cristo ama as criancinhas e muito mais!



Hora da história
Logo após os cânticos, a vovó Cici contou uma história verídica muito bonita a respeito de um cãozinho que salvou uma família de um incêndio. Ela até trouxe as fotos desse cãozinho e um cãozinho de pelúcia dentro de uma caixa para todo mundo tentar adivinhar o que tinha dentro. Foi muito divertido! Ao final da história aprendemos que Jesus nos ama muito e também veio nos salvar da morte.




Caça ao quebra-cabeças
Após a história, chegou a hora de se mexer. Imprimimos duas cenas bíblicas: Jesus acalmando o mar e Jesus e as crianças na Nova Terra. Recortamos as figuras em várias partes, fizemos um mapa e as escondemos. Dividimos pais e filhos em duas equipes. Cada uma ficou responsável por encontrar e montar uma das cenas, reconhecer a história, relembrar, recontar a todos ao final e ainda cantar um hininho relacionado. As equipes não perderam tempo. Saíram correndo e fizeram tudo direitinho.



Brincando de escorrega
Sol, barranco gramado e papelão formam uma ótima combinação para uma boa brincadeira. A criançada não pensou duas vezes. Aceitou o desafio de primeira para escorregar barranco abaixo na maior velocidade. Uau! Que legal! 



Alimentando os peixes
Para finalizar, a peixarada levou a melhor. Aqui no sítio os peixes são nossos amigos e por isso receberam nosso carinho. A criançada se divertiu jogando ração para eles e relembrando as histórias de Jesus junto ao Mar da Galiléia.



Ao final da festa, sentimo-nos profundamente agradecidos a Jesus. Ele realmente sabe como organizar uma festa repleta de alegria. Mais uma vez Eles nos ensinou que as Suas orientações são de fato para a nossa felicidade e bem-estar. Louvado seja Ele sempre!

Por Karina Carnassale Deana - Saúde total

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Missão impossível: perfeição

Perfeição. Esta é uma palavra que talvez não deveria estar no vocabulário humano. Afinal de contas, nada neste mundo é perfeito. Perfeição -- refere-se à ausência de faltas em sua forma mais usada -- é algo de outro mundo para humanos falíveis. Será? Não é de admirar que os cristãos arranjem subterfúgios para este termo e para as suas implicações soteriológicas? O que é possível para nós? O envelhecido Abrão aproximava-se do marco centenário quando Deus lhe chamou para ser perfeito: "Sendo, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos, apareceu o Senhor a Abrão, e disse-lhe: 'Eu sou o Deus Todo-Poderoso, anda em Minha presença e sê perfeito'" (Gênesis 17:1).

Suponha que um dia Deus fale com você e lhe diga para ser perfeito. Como você se sentiria? Pressionado? Pensaria que Deus estivesse de brincadeira com você? Certamente que o Deus que esteve presente na ocasião em que Eva mordeu aquela fruta saberia o quão impossível é ser justo, que dirá perfeito.

Alguns milhares de anos depois Jesus pediu o mesmo daqueles que clamam ser descendentes de Abraão: "Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos Céus" (Mateus 5:48).

Portanto, por que tanta confusão acerca da perfeição? Bem, muitos cristãos crêem que a busca pela perfeição seja contra o evangelho da salvação pela graça. Desde que Martinho Lutero e os reformadores pregaram a "sola fide" em oposição à teologia da salvação pelas obras ensinada pela Igreja Católica, uma veemência geral passou a existir no cristianismo protestante contra aqueles que pregam que é possível ser perfeito. Na verdade, isso fez com que John Wesley, o grande líder metodista, se perguntasse:
"Por que deveria qualquer homem de razão e religião temer ou ser avesso à salvação de todos os pecados? Não é o pecado o maior mal deste lado do inferno? E se é assim, não se segue que uma total libertação disso é uma das maiores bênçãos deste lado do Céu? Quão ansiosamente, então, deveriam todos os filhos de Deus orar por isso! Por pecado eu quero dizer transgressão voluntária de uma lei conhecida. Você é avesso a ser liberto disso? Você tem medo dessa libertação? Você ama, então, o pecado que você está tão pouco disposto a deixar?" (Wesley, 176).
O debate sobre a perfeição ser possível tem também várias implicações no debate do papel da lei versus a graça na salvação. (Afinal de contas, perfeição é em geral entendida por muitos como o perfeito cumprimento da lei). Portanto, é fácil ver as objeções e razões comuns porque muitos têm repugnância à palavra perfeição quando discutem teologia. A única ocasião em que a palavra perfeição é usada sem qualquer hesitação é quando as pessoas se referem a Jesus Cristo, o perfeito Filho de Deus que nunca cometeu pecado.

Muitos têm aversão a evitar o pecado. Um blogueiro disse: "Uma pergunta que sempre me fazem ilustra perfeitamente essa questão: 'É pecado (insira uma ação questionável aqui)?' E eu pergunto: Isso importa? Quem se importa de verdade? Permita que eu esclareça. Que diferença faz na sua vida saber se uma ação em particular é ou não pecado? Como isso melhora a sua caminhada com Cristo?" (McDonald).

Nada poderia ser mais falso. Essa afirmação simplesmente não é encontrada nas Escrituras. A Bíblia nos exorta consistentemente a não pecar. As palavras do próprio Cristo contêm a frase "vá e não peques mais", embora, em comparação com Seus outros dizeres, esse seja talvez o menos citado, se é que é citado, entre aqueles que difamam a teologia da perfeição. Você não pode deixar de pecar sem conhecer o que é pecado. No entanto, para ser justo, preciso mostrar que nosso blogueiro continua com esta citação: "Ame, e faça o que você quiser", Santo Agostinho (Ibid.). Essa é uma das minhas citações favoritas de todos os tempos. Ele está dizendo que se amamos em primeiro lugar e acima de tudo, e que se tudo o que vem depois é proveniente desse amor, então não podemos errar. Pense -- se você ama seus filhos, seu cônjuge ou seus amigos, por que você lhes causaria dano?

Não causa surpresa que a teologia agostiniana pareça ser o ímpeto por trás de muitos dos sentimentos antinomianos [contrários à lei] na igreja cristã de hoje. A declaração de Agostinho não é rasgadamente errada, mas é frequentemente citada sem outras considerações bíblicas. Por exemplo, o que é "amor"? 

Esqueça Agostinho; as Escrituras delineiam claramente como é que o verdadeiro amor age: "Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te". (Apocalipse 3:19).

Você não pode ter o verdadeiro amor sem a lei, pois o amor é o cumprimento da lei. Imagine um marido que dorme por aí com outras mulheres argumentando que não há nada de errado nisso porque ele ama sua esposa acima de todas as outras. Essa é a mesma lógica de quando as pessoas argumentam que o amor abole a lei. Essa lógica falida não é encontrada nas Escrituras e é na verdade oposta ao conceito da salvação. Como? Porque a salvação é a libertação não somente das consequências do pecado, mas libertação do próprio pecado. Portanto, identificar o pecado é crucial. 

Felizmente, a tarefa é simples. Qualquer coisa aquém do padrão que Deus estabelece é pecado. Pecado é uma escolha. Sim, compreendo que Agostinho e os reformadores como Lutero e Calvino se atinham firmemente à sua crença no pecado inato (pecado original). Mas, se levamos esse pensamento à sua conclusão lógica, ele responsabilizaria a Deus por nossos pecados, e não a nós.

Quando damos ao pecado outra definição além de transgressão da lei, encontramos rapidamente desculpas para quebrar a lei. "Pecado ancestral" é uma dessas desculpas. "Nasci pecando; logo não posso parar de pecar." Esse argumento é oposto à qualquer coisa ensinada nas Escrituras e tem seu fundamento no raciocínio humano falível e apela para experiências emocionais. Devemos ser indivíduos de mente sóbria, e não seres emocionais, sem razão.

A escolha está por trás do pecado. Paulo escreve: "Tudo que não é de fé é pecado" (Romanos 14:23). Aplicar a fé é uma escolha. Tiago declara: "Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado" (Tiago 4:17). 

Novamente, a escolha está envolvida. No final, podemos apenas concluir que pecado é nossa culpa, não de Deus. Nosso pecado é nossa culpa, não de Adão. Sabendo que pecado é uma escolha, existem ainda elementos que herdamos por nascimento. A natureza pecaminosa é passada de geração a geração e é algo com que lutaremos todos os dias até a glorificação no segundo advento. Mas ter esta natureza não é pecado, pois Cristo veio na semelhança da carne pecaminosa e nunca pecou (Romanos 8:3,4).

De volta à perfeição. Muitas vezes a definição de perfeição é confundida não somente por oponentes, mas também por proponentes. Perfeição não deveria ser vista como algum estágio que ao ser alcançado não deixa mais espaço para o crescimento. Os seres não caídos e anjos que Deus criou não são tão absolutamente perfeitos quanto Deus. Perfeição é uma escalada sempre ascendente para ser como nosso Redentor. Essa escalada é o que Paulo quis dizer quando se referiu a algo que ele não havia ainda alcançado, mas que estava em constante busca (Filipenses 3:12). Mesmo quando alguém guarda a lei em sua totalidade (isto é, ele não está pecando através da nossa definição estabelecida de pecado) ele deve permanecer na busca da perfeição. O jovem rico se afastou da vida eterna porque se recusou a ir acima e além para alcançar a perfeição. Cristo sabia que ele não guardava plenamente os mandamentos. Alguém pode guardar a lei exteriormente e assim mesmo violar seus princípios inteiramente. Cristo perguntou: "Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, e segue-Me" (Mateus 19:21). Entender teologia corretamente não é o único passo para refletir Cristo; um elemento mais abrangente é aplicar o próprio Cristo em nossas vidas e ações. Ao aceitarmos a definição de perfeição proposta por Cristo, poderemos encontrar nas Escrituras o fundamento de como ela pode ser alcançada.

Perfeição é um atributo alcançável e é requerida de todos que professam a Cristo. Mas então, se é alcançável, como é alcançável? Não por obras, com certeza, mas pela fé, como o apóstolo Paulo frequentemente aponta. A luta de Paulo pela perfeição não era baseada somente na sua débil força. Isso fez com que o apóstolo escrevesse: "A minha graça te basta, porque o Meu poder se aperfeiçoa na fraqueza" (2 Coríntios 19:2). Para Paulo, a chave para a força que vence o pecado é a nossa fraqueza. Isso mesmo, a chave para a nossa perfeição é a nossa imperfeição. Não parece lógico, certo? Vai fazer perfeito sentido em um minuto.

Em termos bíblicos, "graça" não é somente perdão dos pecados, mas poder para nos impedir de pecar. Esse princípio pode ser demonstrado da maneira mais simples no perdão de Cristo à mulher pega em adultério seguido do pedido para que "não peques mais" (João 8:11). Portanto, para que a graça abunde, a pessoa precisa estar disposta a admitir sua fraqueza e confessar seus pecados.

Isso resulta em plena purificação (Wesley, 176). Admitir que somos imperfeitos nos permite vestir o dom da perfeita justiça de Cristo que nos permite "andar como Ele andou" (1 João 2:5 e 6). Com essa visão, é dada a ênfase apropriada à substituição e exemplo de Cristo. Na maneira mais simples que podemos colocar, Deus requer de nós obediência perfeita à Sua lei, mas o que Deus requer Ele também provê na vida e na morte de Seu Filho, Jesus Cristo. Essa provisão permite que a justiça da lei se cumpra em nós, "que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito" (Romanos 8:4).

Essa verdade bíblica maravilhosa é o que motivou Elliot J. Waggoner e Alonzo T. Jones, dois jovens ministros adventistas, a pregarem o conceito que conhecemos hoje como "justiça pela fé" durante a Assembleia da Associação Geral de Mineápolis em 1888. A justiça de Cristo imputada (do grego "logizomai") em nós nos permite guardar Sua lei perfeitamente (Gane, 6-9).

Para nós, a justiça de Cristo não é somente uma declaração legal, mas é também a transformação de nossa vida. É por isso que João pôde escrever: "Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus" (1 João 3:9). No evangelho de João, é dito a Nicodemos: "Necessário vos é nascer de novo" (João 3:7). Nascer de novo é ter o dom de Cristo habitando em nós, Sua justiça sobre nós o tempo todo.

Sim, nós cometemos faltas. Nós falhamos. Mas ao percebermos isso e nos agarrarmos em nosso Salvador, Ele nos perdoará com os braços abertos e nos dará força em tempo de necessidade (veja Romanos 5:20, 6:1-2 e 1 João 1:9). Nossa confiança em Cristo não é definida por um gesto que acontece somente uma vez durante a nossa conversão; é descansar em Sua força diariamente. O perfeito amor é revelado quando submetemos a nossa vontade e descansamos nAquele que é amor. O perfeito amor cumpre a lei perfeita. Cristo é nosso substituto e exemplo combinados, lei e graça exemplificadas. Em resposta à afirmação de que aqueles que pensam que estão salvos do pecado dizem que não precisam dos méritos de Cristo, John Wesley respondeu: "Eles dizem exatamente o contrário. Sua linguagem é: 'A cada momento Senhor, quero os méritos de Tua morte'" (Wesley, 169)!

Que essa seja nossa súplica contínua.

1. Wesley, John. The Works of the Reverend John Wesley, A. M. p. 176.
2. McDonald, Stuart. "Why Understanding What Sin Is Does Not Matter".
3. Veja Romanos 5:20, 6:1-2 e 1 João 1:9.
4. Gane, Erwin R. "An Examination of the Book: Right With God, Right Now by Dr. Desmond Ford", p. 6-9.
5. "For in that He Himself hath suffered being tempted, He is able to succour them that are tempted"Hebrews 2:18, KJV.
6. Wesley, John. Christian Perfection, p. 169.

Por Lemuel Sapian

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Mousse de alfarroba - aprovadíssimo!

Esta receita de mousse é super prática, rápida, deliciosa e viva! É também uma excelente alternativa para cobertura de bolos ou recheio de tortas. Ela foi criada por Ricardo Fioravanti, chef e editor do site Bambu Chuveroso. Foi aprovadíssima por nossa família. Confira:

Mousse de alfarroba da Karina
Ingredientes

  • 1 abacate
  • 1 colher de sopa de alfarroba em pó (colocar mais ou menos de acordo com o seu gosto)
  • Frutas secas hidratadas ou mel para adoçar
  • Essência natural de amêndoa (essa eu coloquei por minha conta!)
  • Pitada de sal (também por minha conta)
  • Castanha triturada para enfeitar (optei por amêndoas)

Modo de fazer:
Bater todos os ingredientes (menos as castanhas) no processador. Decorar com as castanhas trituradas. Servir gelado.

Bom apetite!

Por Karina Carnassale Deana - Saúde Total

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