terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Salada de Feijão de Corda



Ingredientes:
  • 1 litro de feijão de corda (cozido com sal, por uns 5 minutos sem pressão)
  • 1/2 pimentão picado
  • 3 tomates picados
  • 1 pepino picado
  • 1 xícara de azeitonas picadas
  • Salsinha, azeite e sal
Modo de fazer:
Misture todos os ingredientes e sirva frio. Acompanha bem arroz integral e legumes.
Obs. Pode ser difícil encontrar o feijão de corda. Então você pode substituir por feijão fradinho, que é bem mais fácil de encontrar.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Porque escolhemos o campo


Quando o Dawerne e eu começamos a namorar descobrimos que tínhamos vários sonhos em comum: trabalhar com música, ser missionários, ter filhos, viver no campo, etc. Logo que nos casamos tivemos a oportunidade de passar um ano na África, como missionários. Sempre fomos muito envolvidos na música tanto na igreja como profissionalmente, tivemos duas filhas, mas por quase dez anos não conseguimos realizar o sonho de viver no campo, apesar de sentirmos que a cada ano que passava Deus nos permitia chegar mais perto de realizá-lo.

Nos primeiros quatro anos de casamento moramos em apartamentos, depois que as crianças foram chegando começamos a procurar casas com quintal. E a cada mudança Deus nos permitia encontrar ambientes mais afastadas dos grandes centros e mais próximos da natureza até que começamos a sentir uma necessidade real da vida no campo.
A partir de 2007 nosso desejo se intensificou tanto que quase todo domingo saíamos para olhar chácaras e sítios nos arredores da cidade onde morávamos e quando não estávamos fazendo isso, estávamos passeando em algum parque onde podíamos estar mais perto da natureza. Sentíamos cada vez mais a necessidade de um lugar tranqüilo para morar.
Com as crianças crescendo, começamos a perceber o poder das influências negativas na comunidade onde morávamos e sentíamos que além de tranqüilidade, a vida no campo nos traria mais controle sobre situações que às vezes eram quase impossíveis de serem controladas em uma comunidade urbana.
No ano seguinte a crise econômica se iniciou nos EUA e é lá que nós morávamos. Sentimos então que deveríamos dar um passo de fé – por o pé na água e esperar o mar abrir. Apesar de na época muitos pensarem que a crise era o fator principal da nossa decisão de mudar, foi na realidade simplesmente um empurrão a mais para a realização do nosso sonho. Nossa vida era simples e se continuássemos ali talvez não fosse tão afetada assim, porém teríamos que fazer alguns sacrifícios que acima de tudo afetariam nossa vida em família.
Começamos a orar de modo mais específico pedindo que Deus nos mostrasse o caminho. Tínhamos duas opções, procurar um lugar no campo no próprio EUA ou voltar para o Brasil, onde sentíamos que seria mais fácil. Mas a verdade é que não tínhamos a mínima condição de fazer uma mudança de localização naquela época, muito menos para outro país.
Começamos a fazer uma lista das nossas necessidades mais básicas e comecei a marcar as respostas de Deus em um caderno. Foi simplesmente incrível ver como Ele ia respondendo. A listinha do Brasil cada dia crescia mais. Por exemplo, um dia comecei questionar a Deus quanto ao dinheiro para nossas passagens, o mais básico para se voltar ao Brasil. Dois dias depois meu irmão me liga e diz que minha cunhada havia começado a trabalhar para uma companhia aérea e que teríamos passagens com um super desconto a partir do mês seguinte. Lá estava minha resposta.
O Dawerne se preocupava com o trabalho no campo. Tinha o desejo de iniciar seu próprio negócio com projetos evangelísticos de mídia, mas não tinha o equipamento necessário. Escrevemos em nosso caderno e começamos a orar. Algum tempo depois um amigo ofereceu um computador facilitando o pagamento. Precisava comprar os softwares, logo descobriu onde comprar com desconto, sem ter que recorrer à pirataria ou vendas ilegais. Faltava ainda uma filmadora. Certo dia perguntou no trabalho se tinham interesse em vender uma filmadora mais antiga que tinham. Disseram a ele que fizesse uma oferta. Ele pesquisou e fez a oferta sem ter o dinheiro. Na manhã que iam conversar, recebeu um e-mail de uma amiga dizendo que estaria fazendo uma doação para seu projeto, ao conferir o valor, era exatamente o que haviam pedido pela filmadora.
Espera aí… mas, vocês já sabem onde vão morar? Era o que todos perguntavam. E a casa no campo? Onde seria? Não, não sabíamos ainda, não tínhamos dinheiro para comprar uma propriedade, mas sabíamos que se fosse da vontade de Deus Ele abriria as portas. Já tínhamos olhando uma região que nos agradara no Brasil, mas não tínhamos nenhum contato lá. Certo dia uma amiga veio nos visitar e disse que estava comprando um sítio no Brasil. Onde era? Na mesma região que havia nos agradado. Passaram-se mais alguns meses e um dia ela nos liga e diz: A pessoa que ia morar no meu sítio desistiu, vocês querem ir para lá? Lá estava nossa resposta. Apesar de ainda não termos certeza que daria certo, pois precisávamos conhecer o local e ver se teríamos o que precisávamos para as necessidades da família, trabalho, etc., ficamos mais tranquilos, pois víamos que Deus estava no controle.
Encurtando a história, sete meses após tomarmos a decisão, chegamos ao Brasil, com a cara e a coragem (e a pequenina fé). Dúvidas? Medos? Com certeza, muitas vezes. Mas algo em nosso coração nos fazia avançar, não conseguíamos imaginar que todas aquelas respostas de Deus haviam ocorrido por acaso!
Visitamos o sítio – era maravilhoso! Deus não poderia ter sido mais bondoso para conosco. Um pequeno (grande) problema ainda pairava no ar, não tinha Internet. Nosso trabalho todo dependia de Internet. Começamos a orar. Meu esposo foi à cidade pesquisar, falaram para ele que não viam possibilidades. Foi a um segundo local, lhe mostraram uma montanha e disseram: “Se do sítio você tiver visão para aquela montanha, existe uma chance, temos uma torre transmissora lá.” Ele juntamente com o irmão da nossa amiga, também proprietário do sítio, foram dirigindo, olhando a montanha e orando. Ao chegarem lá, viram a montanha bem de frente. Chamaram a companhia, fizeram os testes e o sinal era perfeito.
Estamos aqui há dois anos e meio. O máximo que já moramos no mesmo local! Quem nos conhece sabe que em quase 12 anos de casados nunca moramos mais de um ano na mesma casa e nunca mais de dois anos no mesmo país. Nossos apelidos? Nômades, ciganos, indecisos e definitivamente loucos! Mas como sempre dizemos: Todas as nossas mudanças tiveram um propósito e foram dirigidas por Deus, até mesmo aquelas que foram provas para simplesmente nos ensinar a confiar mais nEle.
Estamos felizes? Definitivamente. Problemas? Muitos! Mas vivemos na certeza de estarmos aonde Deus planejou que estivéssemos, cada dia aprendo mais do Seu amor e cuidado por nós. O futuro? Ainda continua em Suas mãos…
Algumas pessoas estranham nossa opção de morar no campo, e dizem que jamais se acostumariam, mas sabe o que percebemos? A maioria dos pacotes de férias é para lugares mais isolados, depois de um ano de trabalho e correria todos desejam ir para um hotel fazendo, para a praia ou para chalé na montanha. Por quê? Porque no fundo do nosso coração, mesmo que de modo inconsciente desejamos voltar ao ambiente original onde fomos criados. Você já parou para pensar que Deus criou o homem em um jardim, e que quando Ele voltar para nos buscar dessa terra também vai nos levar para um jardim? Deus nos criou para vivermos em meio à natureza, pois um dos meios mais visíveis de se comunicar conosco é através dela.
Por que escolhemos o campo então?
  • Pela tranqüilidade que sentimos aos acordar todos os dias com o canto dos pássaros e deitar todas as noites com o canto dos grilos e sapos.
  • Pela liberdade que sentimos ao sair da porta de casa e não vermos muros ou cercas, mas um espaço aberto cheio de maravilhas da criação de Deus.
  • Por todos os dias podermos ver coisas simples, que na cidade, até esquecemos que existem, mas que nos fazem pensar em Deus como: o nascer e pôr do sol, o céu estrelado, pássaros, flores e plantas de todas as cores.
  • Por termos tempo para a família, para correr e brincar com as meninas, sem a preocupação de que estamos nos esquecendo de algum compromisso social, que normalmente nos distanciaria delas.
  • Por podermos deixá-las brincar a vontade sem se preocupar se estão aprendendo alguma coisa errada com as crianças do vizinho ou na televisão.
  • Pela saúde que passamos a ter por podermos: escolher deitar e levantar cedo, respirar ar totalmente puro, beber água pura da mina, comer frutas e verduras do pomar sem agrotóxicos.
  • Pelo exercício físico que praticamos por prazer, fazendo caminhadas, escalando “nossa montanha”, cuidando da horta.
  • Porque quando ficamos preocupados basta sentarmos na varanda e olhar as árvores e montanhas ao nosso que redor que imediatamente nos lembramos que Deus está conosco e vai nos ajudar a vencer os obstáculos.
  • Porque na vida mais calma conseguimos realmente enxergar nossas prioridades e organizar a vida de acordo com elas.
  • Porque ao passarmos a desfrutar das bênçãos do campo entendemos que este é o plano original de Deus para nós.
“O meu povo habitará em moradas de paz, em moradas bem seguras e em lugares quietos e tranquilos, ainda que haja saraivada, caia o bosque e seja a cidade inteiramente abatida” Isaías 32:18, 19.


Por Rute Bazan


Fonte: Pequeno Éden
Conheça mais sobre esse ministério, entre no site do Projeto Restaure.

A recompensa da obediência


Filhos, em tudo obedecei a vossos pais; pois fazê-lo é grato diante do Senhor. Colossenses 3:20

Filhos que desonram e desobedecem aos pais, e não levam em conta seus conselhos e instruções, não podem ter parte na Terra renovada. A Terra purificada não será lugar para o filho ou filha rebelde, desobediente, ingrato. A menos que aprendam obediência e submissão aqui, jamais a aprenderão; a paz dos redimidos não será perturbada por filhos desobedientes, indisciplinados, insubmissos. Nenhum transgressor do mandamento pode herdar o reino do Céu. [...]

O que os jovens tiverem que fazer, mediante palavras ou ações, deve ser feito em nome de Jesus, dando graças a Deus, o Pai, por Ele. Vi que poucos jovens compreendem o que é ser cristãos, ser semelhantes a Cristo. Precisam aprender as verdades da Palavra de Deus antes de poderem conformar sua vida com o Modelo. Não há um jovem entre vinte que tenha experimentado em sua vida aquela separação do mundo que o Senhor exige de todos os que se tornam membros de Sua família, filhos do Rei celestial. “Portanto, ‘saiam do meio deles e separem-se’, diz o Senhor. ‘Não toquem em coisas impuras, e Eu os receberei; e lhes serei Pai, e vocês serão Meu filhos e Minhas filhas’, diz o Senhor Todo-poderoso” (2Co 6:17, 18, NVI).

Que promessa é feita aqui sob condição de obediência! Estão vocês dispostos a libertar-se de amigos e parentes ao decidirem obedecer às elevadas verdades da Palavra de Deus? Sejam corajosos, Deus fez provisão para vocês. Seus braços estão abertos para recebê-los. Saiam do meio deles e separem-se, não toquem “em coisas impuras” (2Co 6:17), e Ele os receberá. Ele promete ser um Pai para vocês. Oh, que parentesco esse! Mais elevado e santo do que qualquer laço terrestre. Se fizerem o sacrifício, se for preciso deixar pai, mãe, irmãs, irmãos, esposa e filhos por amor a Cristo, vocês não ficarão sem amigos. Deus os adotará em Sua família; vocês se tornarão membros da casa real, filhos e filhas do Rei que governa no Céu dos céus. Podem vocês desejar posição maior do que essa promessa? Isso não é suficiente? (T1, p. 497, 498, 510).

Fonte: Ellen White, MD 2009 Jesus Meu Modelo, 12 de fevereiro, p. 50 (negrito acrescentado).

domingo, 12 de fevereiro de 2012

O Tico-tico e o Chopim


Tico-tico (direita) alimentando
filhote Chopim (esquerda)
Entre as belas cenas da natureza que observamos aqui no sítio, há uma que nos causa pena e certa indignação. Quem já observou uma Tico-tico fêmea alimentar um filhote de Chopim sabe do que estou falando. Os Tico-ticos são pássaros bem comuns na região em que moramos. Vivem em casais e são bem territoriais. Entre os que habitam nos arredores de nossa casa, fizemos amizade com uma fêmea, que só neste ano já cuidou de dois filhotes de Chopim.

Ninho de Tico-tico.
 C = ovo de Chopim
 T = ovo de Tico-tico

O Chopim é uma espécie parasita. A Chopim fêmea é especialista em localizar o ninho da Tico-tico a fim de botar seus próprios ovos e ficar livre da árdua tarefa de mãe passarinho. A Tico-tico, pensando que os ovos são seus, choca e cria os filhotes de Chopim. Os filhotes Tico-tico na maioria das vezes acabam morrendo no ninho, pois o Chopim, que é maior e bem mais forte, pisoteia os “irmãos” e fica com todo alimento que os pais trazem. 

Ao chegar a época de sair do ninho para acompanhar os “pais”, o filhote de Chopim já está bem maior do que um Tico-tico adulto. Assim, a pobre “mãe” Tico-tico fica ainda mais desesperada atrás de comida para alimentar o Chopim, que nunca parece estar satisfeito e a segue piando por toda parte. Ela acaba de colocar algo no bico do filhotão e ele já volta a piar, piar, piar. A Tico-tico corre sem parar de um lado para o outro atrás de algo para saciar o “saquinho sem fundo” três vezes maior do que ela. Algumas Tico-ticos chegam a criar dois Chopins de uma vez. Coitadas! Na vida humana, seria mais ou menos como ter um bebê gigante que não parasse de berrar o dia inteiro, exceto enquanto engolisse a comida. Você pode imaginar uma coisa dessas? Que horror!


Observando minha amiga Tico-tico correr desesperadamente para cuidar de um Chopim esfomeado, comecei a pensar que nós seres humanos também temos muitos “chopins” em nossa vida que nos fazem correr desesperados de um lado para o outro a fim de “darmos conta do recado”. É a prestação do carro, o financiamento da casa, a parcela do notebook, a fatura do cartão de crédito, a conta telefônica, gastos com vestimenta, escola, utensílios e assim vai. Chopins que nos fazem correr desesperadamente para ganhar um dinheiro que parece ser depositado em um “saquinho sem fundo”. A rotina de sair cedo correndo para o trabalho e chegar à noite esgotado em casa parece não ter fim. Não há tempo para Deus, não há tempo para a família. Não há tempo para cuidar do que realmente importa. A maioria está tão preocupada em saciar os “chopins” da vida que não consegue parar para viver.

A boa notícia é que ao contrário da Tico-tico, que não tem raciocínio lógico para se libertar dessa situação, nós podemos mudar. Podemos enxotar os “chopins”. Simplificar a vida. Podemos escolher correr menos para ter mais tempo para o que realmente importa. Mas para isso é preciso mudar algumas coisas. Quem sabe baixar um pouco o padrão de vida. Reduzir os gastos. Não cair na ilusão do consumismo desenfreado. Estabelecer um orçamento e viver de acordo com ele. Mudar de emprego. Adotar um estilo de vida diferente.

Com menos “chopins”, não precisamos correr tanto, desgastar-nos tanto. Podemos voltar a viver. Ter tempo para Deus. Tempo para conversar com o cônjuge. Tempo para brincar com os filhos. Tempo para apreciar a bela Natureza e aprender com ela. Tempo para cumprir a missão designada por Deus aos Seus filhos. Esse é o plano divino para o ser humano. Esse plano é possível de ser vivido aqui nesta Terra. Ao buscarmos praticar a vontade do Pai, Ele Se encarrega de cuidar de nossas necessidades, pois foi Ele que inspirou o salmista a escrever: “Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois Ele [Deus] supre aos Seus amados enquanto dormem” (Salmo 127:2).

Clamemos a Deus o cumprimento dessa promessa em nossa vida e aceitemos o desafio de viver o estilo de vida que Ele planejou para o homem desde o princípio.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Do que é feita a salsicha?

Partes indesejáveis de animais (sadios ou não), como rins, coração, fígado, cérebro, bochechas, pálpebras, lábios, adicionadas de muito sal, condimentos, corantes artificiais e conservantes compõem a salsicha que muitos consomem achando ser um alimento apropriado para o corpo humano. Infelizmente, esse não é o caso. Assista ao vídeo a seguir e saiba mais.




domingo, 5 de fevereiro de 2012

Você tem medo de insetos e aracnídeos?

Davidson observa
aranha passear no gramado
Antes de me mudar para o sítio, eu tinha medo até mesmo de um minúsculo inseto. Nas raras vezes em que uma aranha, uma lagarta ou um inseto diferente apareceram no apartamento em que morava, minha reação era sempre eliminá-los. Esse medo não provinha de um trauma de infância, mas simplesmente da falta de convivência com o mundo natural.


Após a decisão de mudar para o sítio, a primeira exigência era que mandássemos dedetizar a nossa futura casa no campo, pois não suportava a ideia de conviver com aranhas, insetos e outros seres desconhecidos. Além disso, para ter certeza de que nenhum intruso tentasse invadir minha casa, fiz questão de que as frestas do forro fossem preenchidas com silicone. Imagine só!


Com o passar do tempo, os efeitos da dedetização foram passando e inevitavelmente aqueles bichinhos que para mim eram tão assustadores começaram a aparecer. O primeiro incidente que consigo me lembrar aconteceu durante a madrugada quando levantei para ir ao banheiro. Era noite de lua cheia e a casa estava bem iluminada. Assim, decidi não acender as luzes. Ao entrar no banheiro, percebi um vulto passar rapidamente por mim em direção à pia. Dei um pulo e gelei. Meu coração parecia que ia sair pela boca. O que seria aquilo? Acendi a luz e me deparei com um aranha que para mim era gigante, a maior que já tinha visto na vida. Chamei o maridão, mas de nada adiantou. Com a luz, ela correu se esconder em algum lugar seguro. Fui ao banheiro morrendo de medo, crente de que ela poderia atacar-me a qualquer momento, como acontece naqueles filmes de Hollywood. Comecei até mesmo a escutar a musiquinha do filme "Tubarão Branco" ao fundo (tã-nã-nã-nã-nã-nã-nã-í-í-í). Para mim, a aranha já estava com planos formados de ataque! Quanta ignorância de minha parte! Tudo isso não passava de uma grande intoxicação mental gerada pela mídia, pela falta de conhecimento e, pior, pela falta de confiança em Deus. Sai rapidinho do banheiro, tranquei a porta e enfiei um pano na fresta. Ela teria que ser uma arranha bem determinada, se quisesse me seguir para me picar, pensei.


Fazendo amizade
com espécie não agressiva
Depois de outros incidentes semelhantes, o medo começou a ceder. Percebi que as aranhas e os insetos não fazem planos de atacar ninguém! Percebi também que eles têm mais medo da gente do que a gente deles. Ao estudar um pouquinho sobre os aracnídeos e insetos, comecei a identificar melhor as espécies que rondam a minha casa. Aprendi a apreciá-los, a respeitá-los e a conviver com eles. Até pouco tempo atrás tínhamos uma aranha de estimação que morava atrás de um de nossos quadros. Nós a apelidamos de Teté e pudemos acompanhar sua rotina por vários meses. Ela ficava quietinha atrás do quadro enquanto o local estava iluminado. Depois de apagarmos as luzes para dormir, ela saia para caçar insetos. Se acendêssemos a luzes novamente, ela ficava parada onde estava. Se precisássemos que ela voltasse para o quadro, para evitar que alguma visita ficasse histérica, fazíamos sombra com a mão no local em que ela estava e a conduzíamos assim de volta para o quadro. A Teté morou conosco um bom tempo, mas depois que colocamos tela nas janelas, a entrada de mariposas diminuiu e ela decidiu mudar-se para a varanda. Atualmente, não temos nenhuma aranha de estimação. A vaga atrás do quadro está disponível!!! 


No campo, meu esposo e eu desenvolvemos o gosto de observar essas pequenas criaturas e aprender com elas. Com prudência e bom senso, a convivência com esses seres tão pequenos, mas para muitos tão assustadores, não é apenas possível, mas prazerosa. Aprendemos a distinguir certas espécies, a apreciar os formatos, cores, desenhos e hábitos. Quanta variedade e riqueza de detalhes! O nosso Senhor realmente é muito criativo e preocupou-Se em encerrar profundas lições espirituais até mesmo na menor de Suas criaturas. Lendo a palavra profética esses dias, deparei-me com o conselho divino abaixo. Deus sabe o que é melhor para a obra-prima da criação, o ser humano. Seus conselhos são para a nossa felicidade. Vale à pena segui-los!


"Em vez de morar onde só se podem ver as obras dos homens, onde o que se vê e ouve frequentemente sugere pensamentos maus, onde a balbúrdia e a confusão produzem fadiga e desassossego, ide para um lugar onde possais contemplar as obras de Deus. Buscai tranquilidade de espírito na beleza, quietude e paz da Natureza" (Vida no Campo, p. 23).


Por Karina Carnassale Deana - Vida Campestre

Vídeo: Resultados práticos do culto familiar 3 - Daniel recita Filipenses 4:8

Assista Daniel Curto Ceolin, de apenas 5 anos, receitar mais um texto bíblico que memorizou durante o culto familiar. Para saber mais detalhes a respeito do método que os pais utilizam para ajudá-lo a memorizar textos bíblicos, clique aqui.



terça-feira, 31 de janeiro de 2012

PROTESTE detectou agrotóxicos em SP

Avaliação da Anvisa detectou produto químico em excesso em pimentão, morango e pepino. Teste da PROTESTE já alertou para problema até em produto orgânico.

Produtos químicos em excesso foram encontrados em 28% dos vegetais analisados pelo Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos de Alimentos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Mas as amostras não incluíram São Paulo. Análises feitas pela PROTESTE e divulgadas em setembro último, em supermercados da capital paulista, também constataram o problema, pois 40% dos produtos apresentaram algum resíduo de defensivo agrícola.

O campeão de irregularidades na avaliação da Anvisa foi o pimentão: 92% das amostras foram consideradas insatisfatórias. Já o teste da PROTESTE detectou que 63% das amostras de uva analisadas continham resíduos de pesticidas. Foram analisadas 8 amostras, e 5 delas apresentavam resíduo de pesticidas (63%). Dessas, duas apresentavam resíduo permitido para a cultura e em valores abaixo do limite e três apresentavam resíduos de pesticidas não aprovados para a cultura.

Dos 34 alimentos não orgânicos, 15 continham resíduos. As análises foram feitas em amostras de alface, couve, pimentão e uva comprados na cidade de São Paulo.

Dos seis alimentos orgânicos avaliados pela PROTESTE, um teve problemas. Foi a couve orgânica da marca Taeq, vendida na loja do Pão de Açúcar da Vila Mariana, em São Paulo, onde detectou-se o produto Ditiocarbamatos acima do limite permitido (86,8 mg/kg). Mas a contaminação da couve orgânica pode ter sido pontual. Isso porque foram refeitos o teste com duas outras amostras de couve orgânica Taeq, e não foram mais encontrados resíduos químicos.

Na avaliação da PROTESTE é inaceitável que quase um terço dos vegetais mais consumidos pelos brasileiros apresente resíduos de agrotóxicos em níveis inaceitáveis. Dos 50 princípios ativos mais usados em agrotóxicos no Brasil, 20 já foram banidos na União Europeia. O endossulfan, achado no pimentão, já não é usado nos EUA e na China, por exemplo. Ele foi reavaliado pela Anvisa em 2010 e terá que ser banido do país até 2013.

Foram analisadas pela PROTESTE nove amostras de pimentão, duas de pimentão orgânico, oito de uva, oito de couve, duas de couve orgânica, nove de alface e duas de alface orgânica em supermercados variados da cidade de São Paulo, para verificar a presença de resíduos de pesticidas nos alimentos. No total foram verificados se havia presença de 294 diferentes tipos da substância.

Diferente do teste similar realizado em 2008 também pela PROTESTE, este ano não foram encontrados vestígios de DDT, BHC e nenhuma das outras substâncias cancerígenas proibidas pela legislação brasileira.

Os outros alimentos mais problemáticos na análises da Anvisa foram o morango e o pepino, com 63% e 57% de amostras com agrotóxicos além do permitido ou não autorizados, respectivamente. Os agrotóxicos são usados para controlar a incidência de pragas.

Os dois problemas detectados na análise das amostras pela Anvisa foram: teores de resíduos de agrotóxicos acima do permitido e o uso de agrotóxicos não autorizados para estas culturas.

A alface e a cenoura também apresentaram elevados índices de contaminação por agrotóxicos. Em 55% das amostras de alface foram encontradas irregularidades. Já na cenoura, o índice foi de 50%.

Na beterraba, no abacaxi, na couve e no mamão foram verificadas irregularidades em cerca de 30% das amostras analisadas. “São dados preocupantes, se considerarmos que a ingestão cotidiana desses agrotóxicos pode contribuir para o surgimento de doenças crônicas não transmissíveis, como a desregulação endócrina e o câncer”, afirma o diretor da Anvisa, Agenor Álvares.

Por outro lado, a batata obteve resultados satisfatórios em 100% das amostras analisadas. Em 2002, primeiro ano de monitoramento do programa, 22,2% das amostras de batata coletadas apresentavam irregularidades.

Fonte: PROTESTE

Nota Vida Campestre: Por essa e outras razões, nosso amoroso Pai celestial advertiu-nos a sair dos centros urbanos e viver no campo, onde, entre muitas outras coisas, temos a oportunidade de cultivar nosso próprio alimento livre de agrotóxicos e pesticidas. O Espírito de Profecia declara: 



"O Senhor deseja que Seu povo se mude para o campo, onde se poderá estabelecer na terra, cultivar suas próprias frutas e verduras, e onde os filhas poderão estar em contato direto com as obras de Deus na Natureza. Minha mensagem é: Tirai vossas famílias das cidades..." (Maranata, p. 182).


"Vejo a necessidade de o povo de Deus se mudar das cidades para campos retirados [lugares], onde possam cultivar a terra e produzir sua própria provisão. Assim poderão criar os filhos com hábitos simples e saudáveis. Vejo a necessidade de se apressarem para terem todas as coisas prontas para a crise" (Vida no Campo, p. 31).

"Os pais e mães que possuem um pedaço de terra e um lar confortável são reis e rainhas" (Ibid., p. 27).

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Testemunho do carro (última parte): o carro ideal


Passado o final de semana, voltamos aos anúncios. E desta vez, pela misericórdia do Senhor, encontramos um carro do jeito que precisávamos, e pela metade do valor de mercado! No anúncio descrevia os problemas do carro. Enquanto analisávamos, recebemos a ligação de nosso querido amigo mecânico que nos disse ser essa uma ótima oportunidade, pois pelo preço compensava os consertos. Ele se prontificou em ir conosco olhar o carro embora fosse a 140 km de distância. Ele também pensava em ver outras opções pra ele mesmo.
Só poderíamos ir na semana seguinte, e enquanto isso orávamos para Deus dirigir esta questão. Se esse veículo fosse pra ser nosso, que Ele o reservasse até chegarmos lá, se não, que Ele nos guiasse conforme a Sua vontade.
Finalmente chegou o dia de ver o carro. Confirmamos a honestidade do anúncio. O vendedor foi bem direto e sincero. Embora existissem itens a serem consertados, nada havia que impedisse o uso imediato do veículo, assim aos poucos poderíamos ir arrumando conforme nossas possibilidades e sem contrair dívidas.

Não pudemos realizar o negócio no mesmo dia. Os donos - pai e filho - estavam muito ocupados e com compromissos marcados para vários dias. Teríamos que esperar mais uma semana. Apesar de nossa vontade de fechar negócio imediatamente, não insistimos. Teríamos que fazer outra viagem, mais despesas, mais perda de tempo, depender novamente de favor de amigos para nos levar, etc., mas deixamos nas mãos de Deus. Inexplicavelmente, a não ser pela Providência divina, a concretização do negócio ficou para o dia seguinte; como de fato o foi. Aproveitamos para pernoitar na casa de um parente e no dia seguinte, em tudo vimos a mão de Deus a nos dirigir, agilizando os trâmites tanto no banco quanto no cartório.

Foi assim que compramos nosso 4X4, um carro mais adequado para nossa região. O mais interessante é que ao decidirmos não fazer dívida, o Senhor nos abençoou grandemente com um negócio excelente e um pouco abaixo do valor pelo qual vendemos nosso carro. É como se Deus dissesse pessoalmente para nós: “Aos que me honram, honrarei” (1Sm 2:30). Que o Senhor nos ajude a nunca nos esquecermos de Suas promessas.

Temos mais dois amigos procurando carros similares. Eles continuam suas buscas, foram ver vários e nos disseram que recebemos um “presentão” do Senhor! Tudo que eles viram estava bem mais caro e em pior estado do que o nosso, mas temos fé que eles também irão encontrar no momento certo. Se Deus está pronto a dar bênçãos materiais que em breve deixarão de existir, quanto mais Ele nos dará bênçãos espirituais que permanecerão pela eternidade, se as pedirmos com fé. Um caráter semelhante ao de Cristo e o Espírito Santo é o que mais desejamos. Obrigada Pai do céu! Louvado seja Teu nome!

Por Evelin Vieira


Sitiante há um ano juntamente com o esposo, Andrei.

Amiga querida da Equipe Vida Campestre e vizinha amada do Ararat.

Vídeo: Resultados práticos do culto familiar 2 - Daniel, 5 anos, recita As Bem-Aventuranças

Assista Daniel Curto Ceolin, de apenas 5 anos, recitar As Bem-Aventuranças. Para saber como os pais de Daniel fazem para ajudá-lo a memorizar passagens bíblicas, clique aqui.

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